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Coren-SE cobra melhorias e reforça segurança na assistência de enfermagem na Clínica Equilíbrio


20.03.2026

Coren-SE identifica sobrecarga e necessidade de reforço nas equipes

O Conselho Regional de Enfermagem de Sergipe (Coren-SE) realizou uma análise técnica em unidade de saúde e identificou a necessidade urgente de adequação no dimensionamento da equipe de enfermagem. Atualmente, a unidade funciona com apenas um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem por turno, profissionais que também acumulam a função de acolhimento dos pacientes, o que contribui para uma sobrecarga significativa.

A estrutura assistencial da unidade inclui sete leitos de urgência, um leito de estabilização e 17 leitos de internamento, além da demanda contínua da clínica durante o período diurno. Esse cenário evidencia um desequilíbrio entre a quantidade de profissionais disponíveis e a complexidade do atendimento prestado, o que pode impactar diretamente na qualidade da assistência e na segurança dos pacientes.

Diante dessa realidade, o Coren-SE reforça a importância do dimensionamento adequado das equipes de enfermagem como medida essencial para garantir condições dignas de trabalho e assistência segura.

Estrutura inadequada e riscos à segurança dos profissionais

Outro ponto destacado na fiscalização refere-se à estrutura de apoio aos profissionais de enfermagem, especialmente o espaço destinado ao descanso. Foi constatado que o ambiente não atende às exigências da Lei do Repouso Digno, uma vez que não é de uso exclusivo da equipe de enfermagem, o que compromete o direito ao descanso adequado durante os plantões.

Além disso, situações críticas foram identificadas no turno noturno, quando não há presença de médico na unidade. Nessas circunstâncias, os profissionais de enfermagem são orientados a administrar medicações em casos de urgência, o que evidencia a necessidade de respaldo institucional e normativo para a atuação desses profissionais.

A ausência de condições estruturais adequadas e de suporte multiprofissional aumenta os riscos ocupacionais, além de impactar diretamente na qualidade da assistência prestada à população.

Protocolos e organização assistencial como garantia de segurança

Para enfrentar os desafios identificados, o Coren-SE recomendou a criação de protocolos institucionais construídos de forma conjunta entre equipe médica e de enfermagem. Esses protocolos devem estabelecer critérios claros para a atuação dos profissionais, especialmente em situações em que não há médico presente, garantindo respaldo técnico e jurídico.

Outro aspecto crítico observado foi a realização de contenção de pacientes em uma unidade psiquiátrica. O procedimento exige a atuação de, no mínimo, cinco profissionais para ser realizado de forma segura. No entanto, foi constatado que, na maioria das vezes, a equipe disponível é insuficiente, o que aumenta significativamente os riscos tanto para os pacientes quanto para os profissionais envolvidos.

Diante disso, o Conselho reforça a necessidade de reorganização dos fluxos assistenciais, melhoria da estrutura e ampliação do quadro de profissionais. As medidas visam assegurar uma assistência ética, segura e de qualidade, além de valorizar o trabalho da enfermagem sergipana, que desempenha papel fundamental no cuidado à saúde da população.

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